1. Como você entrou no mundo da dublagem? Qual foi o seu primeiro trabalho dublando, seu primeiro personagem?
Entrei na dublagem despretensiosamente, logo após me formar em Artes Cênicas. Nunca imaginei esta carreira como possibilidade, mas ao descobri-la me apaixonei. Meu primeiro trabalho foi a protagonista de um filme cristão chamado “Um Toque no Coração”, que está disponível do YouTube.
2. Como você entrou no mundo de Yashahime? Você tinha idéia de como seria o anime ou só foi descobrindo depois?
Entrei a convite do diretor de dublagem Rafael Quelle. Foi uma grata surpresa, já tinha ouvido falar da série mas não conhecia a fundo, e fiquei encantada.
3. O que foi mais fácil e difícil no processo de dar voz ao seu personagem? Você sentiu alguma dificuldade nisso?
Foi uma personagem deliciosa de dublar, muito malévola e cheia de nuances. Eu me diverti muito!
4. Em que você se identifica e diverge do personagem ao qual dá voz?
Eu sou boazinha na vida real, então não em identifico em muitos aspectos. Mas me identifico em relação à obstinação na busca dos objetivos.
5. Certamente você já acumula vários personagens ao longo dos anos, mas nos diga apenas alguns dos que mais marcaram sua carreira e que são mais lembrados pelos seus fãs.
Aisha Dee em "The Bold Type", Quinn em "Final Space", Merle Dandrige em "Greenleaf", Mordred em "Fate Apocrypha", Bae Doona em "Kingdom", Mina El Hammani em "El Internato - Las Cumbres", Pipsqueak em “Frankie e os Zhu Zhu Pets”.
6. Você tem alguma curiosidade acerca da dublagem de Yashahime que possa nos contar?
Não me recordo de nada muito específico, apenas que dublar a morte da Kyuki foi muito triste, não queria que a personagem morresse!
7. Você já foi reconhecida na rua por causa da sua voz?
Não exatamente, mas já me falaram muitas vezes que minha voz soa familiar - só não sabem dizer exatamente da onde!
8. Existe alguma diferença entre dublar filmes, séries americanas e animes por exemplo?
Com certeza, existe muita diferença em relação ao estilo de interpretação, se é mais contido e realista ou caricato. E por isso os dubladores precisam ser artistas muito versáteis para encarar diversos tipos de papéis.
9. Você tem alguma dica para quem deseja trabalhar com dublagem aqui no Brasil?
Seja um bom ator/atriz fazendo bastante teatro e vendo arte de qualidade, treine para ter uma excelente dicção, tenha responsabilidade e profissionalismo e, quando chegar na frente do microfone, controle a ansiedade e divirta-se.
10. Como você se sente em relação ao assédio dos fãs?
Fico feliz ao saber que pessoas curtem o meu trabalho, afinal nós dublamos sempre pensando em realizar um trabalho de qualidade e, ao receber o carinho de quem assiste, isto representa a coroação do trabalho. Portanto sou sempre educada e atenciosa com fãs.


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